segunda-feira, outubro 30, 2006

Conversas II

Dizia eu a um amigo:

-Epá...não sei bem o nome dela...é estranho, ou tem nome de fada ou de pedra preciosa.
-Jade!
-Não...
-Rubi?
-Epá, também não.

Depois de umas quantas falhadas (porque efectivamente tinha nome de fada) o meu interlocutor faz uma pausa e diz:
-E eu que sabia o nome de todas as pedrinhas preciosas...

Eh lááá!!!

Conversas I

Diziam-me há uns dias:

-O Mel Gibson já realizou o novo filme dele.
-Como se chama? -perguntei.
-Apocalyptico. É sobre os Mayas e é todo falado na lingua por eles usada.
-O português queirosiano?

quinta-feira, outubro 26, 2006

Chuvaaaaa!




Em tempos de Inverno, chuva e temporais, é frequente ouvir pessoas a dizer coisas do género "Haaaa é tão bom estar dentro de casa e ver e ouvir a chuva a cair, com um chá quente nas mãos e biscoitos feitos em casa...", q romântico...!
Bom, eu também já disse isto.
É verdade, é bom estar em casa, bem melhor do que estar lá fora a apanhar com a chuva na moina.
Será que as pessoas dizem isto porque realmente acreditam que é verdade ou será que não é mais do que uma tentativa de encontrarem uma desculpa para se sentirem bem no Inverno, já que não dá para ir à praia, mergulhar nas ondas do Atlântico (ou um outro qualquer oceano) e aproveitar o Rei Sol?

terça-feira, outubro 24, 2006

Duche e meio





Hoje tomei banho e meio. Não recomendo pelo desperdício de água que isso acarreta mas quem quiser experimentar aqui vai a receita:

  • Ponha o corpo de molho
  • Abra o frasco do shampoo
  • Pegue num bocadinho de shampoo e espalhe pelo corpo
  • Tire com água
  • Ponha a mão na cabeça e verifique-se que o shampoo não foi para o cabelo mas sim para o corpo
  • Arrependa-se
  • Abra de novo o frasco do shampoo e desta vez ponha-o no cabelo, massage bem e tire com água
  • Abra o gel de banho e use-o no corpo
  • Junte água
  • Saia do duche com a sensação que a causa ou foi sono ou senilidade

quinta-feira, outubro 19, 2006

Coc'à costa



Mas por que raio é que a Polícia Marítima, a PSP e a Polícia Judiciária se hão-de estar a chatear a trabalhar?
Não precisam!!

Se fardos de cocaína pura vão dar à costa porque é que havemos de estar a gastar meios com investigações?
Não vale a pena!!

Ver aqui

segunda-feira, outubro 16, 2006

Liberdade Ilusoria


Às vezes penso se seremos realmente livres, se não estaremos presos ao consumo, à ditadura das marcas e dos produtos, da publicidade e do marketing. De vez em quando tenho ataques de anti-marketing, anti-globalização. Como ainda não tomei a decisão de me tornar um ermita que usa a mesma roupa há 10 anos e que não consome nada que seja proveniente de grandes multinacionais, sirvo-me deste buraco para gritar.

"Mama mama papa papa/bebe bebe/fuma fuma/toma toma/chupa chupa/upa upa/come/ Mata a fome, consome consome" Reporter Estrábico in Mamapapa

Irrita-me estar a ver televisão e quando menos espero, sem o mínimo de avisos, sou bombardeado com produtos maravilhosos que prometem tornar a vida mais agradável e outros que não fazem nada disto mas mal também não fazem.
"E se não tem dinheiro para se encharcar em merdas que não precisa, telefone para o 800 20 14 14 e ser-lhe-à dado um crédito até € 5.000 que poderá pagar em prestações até ao resto da sua triste e miserável vida."

Não há quase lugar nenhum numa cidade que não tenha uma marca ou logotipo a olhar para nós a lembrar-nos que podemos sempre comprar qualquer coisa.

Até a net que servia muitas vezes para nos transportar para um mundo virtual, se tornou o habitat perfeito para os virus do consumo. Mais, aqui ainda é menos honesta porque basta darmos o nosso endereço electrónico para qualquer site implica recebermos emails sobre todas as novidades relativas aos produtos que gentilmente nos permitem adquirir. E o pior é quando damos o mail apenas para sermos contactados relativamente a um assunto particular e nos enviam regularmente mails para as novidades dos produtos, informação essa que não solicitamos.

E os telemóveis? Até estes são veículo para que as operadoras telefónicas nos enviem mensagens sobre o toque shakira e jogo "pó raio que ta parta" que só custa €2 mais download.

Ou seja qualquer meio que utilizemos para comunicação está completamente aberto a estes ataques não solicitados.

Como disse no inicio, eu não sou um hippie que não compra nada que venha de multinacionais, bem pelo contrário, mas quando compro alguma coisa quero que seja eu próprio a escolher o que é e quando é. Uma escolha livre e ponderada.

É assim que deveria ser o consumo.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Poluiçao Social

Segunda-feira passada (dá para ver o atraso dos posts) fui a um almoço. É um restaurante ao qual ia mais frequentemente o ano passado do que agora. É um restaurante relativamente pequeno e que, dado estar perto de uma zona de Lisboa fértil em escritórios, convém fazer marcação da mesa. Liguei de manhã, mesa para as 13h, perfeito.

Chego ao restaurante e estava cheio. Uma festa de anos com os amiguinhos do banco...
Vejo que estavam duas senhoras à porta que não andavam nem desandavam. Como tinha reserva avancei ao balcão para dizer que já tinha chegado.

No momento em que o empregado me diz que a mesa estará pronta em dois minutos, reparo que os olhos dele miram noutra direcção e diz "Não, minhas senhoras, este senhor tem reserva".
Olho para trás e reparo que aquelas duas senhoras vieram barafustar porque acharam que eu ia passar à frente.
O "pedimos desculpa" não me fez deixar de pensar que deve ser normal alguém entrar num restaurante (ou em qualquer outro local) e passar à frente daqueles que estão numa fila.

É pena que o primeiro pensamento, aquele reflexo, já não seja "haa tem reserva" mas sim "olham'este a passar-nos à frente".

quinta-feira, setembro 28, 2006

Hasta qualquiera cosa siempre!


Fui ao cinema ver o Havana.
Começou logo bem com o susto de nos termos enganado na sala tal era a duração da apresentação de um filme.
Gostei do desempenho do Andy Garcia, do da Inés Sastre mas principalmente o do Bill Murray.
Já a personagem tem muito que se lhe digas mas o actor cada vez está melhor. Curioso como alguém que fazia papeis menores e sempre apalhaçados nas décadas de 80 e 90, se reconstroi e solidifica passados uns anos. Na verdade, não era sobre o Bill Murray que queria falar.
Há já algum tempo que tenho visto alguns filmes de terror, gore e muita série B ou Z. E nestes filmes, perdoam-se muitas coisas. Perdoa-se que os zombies pintados de azul no calor do deserto do Arizona tenham o seu disfarce a escorrer pela cara e corpo, mas perdoa-se também o aparecimento do microfone a meio da cena. Aliás, não é exclusivo destes filmes extremely low buget, também se vê e se perdoa nalguns filmes portugueses (que não deixam de ser low budget).
Dir-se-á que não deixam de ser pessoas a filmar e a segurar a cana do microfone e que as pessoas erram. É verdade. Mas depois das filmagens há a edição do filme, há pré-visionamentos, etc.
Não é por isso que o filme deixa de ser bom mas revela um descuido ou falta de preocupação com o trabalho final.
Faz lembrar a preguiça que algumas pessoas têm em rever o seu trabalho.

Gostei do filme, da música, da fotografia e do desempenho de alguns actores.


P.S. Isto tudo a propósito do microfone que, numa das cenas em casa de alguém, espreita e revela-se meio timidamente antes de ter levado um forte puxão por parte do operador.

terça-feira, setembro 19, 2006

Uma verdade incontornavel

Levado pela impossibilidade de cumprir o programa planeado para ontem à noite e juntando bastante interesse pelo tema, fui ao cinema ver o filme "Uma verdade inconveniente". Devo dizer que me chocaram uma série de aspectos.
A temática do filme e os problemas que levanta não são novos. Toda a gente sabe da existência do aquecimento global do nosso Planeta. Mas saberemos ou teremos consciência das consequências?
Ainda se ouvem pessoas que ingenuamente dizem "Este ano foi tão quente!!", "Não choveu nada o ano passado". Não é por acaso.
Na verdade, não me vou alongar muito neste assunto porque de cientista não tenho nada. Só queria deixar o meu apelo a quem lesse isto que fosse ver o filme ou, pelo menos, que fosse ao site www.climatecrisis.com

segunda-feira, setembro 18, 2006

Extrema boa educaçao

Qual é a onda do pessoal do norte da Europa que, em vez de cravar cigarros, pergunta se nos pode comprar um cigarro??
Esta situação aconteceu-me recentemente enquanto estava no aeroporto de Amsterdão (v. post anterior) mas já me tinha acontecido na faculdade quando uma estudante erasmus me fez a mesmíssima pergunta.
I- Não faço a mínima ideia quando custará um cigarro. Teria de fazer as contas e nunca me dei a esse trabalho. Não é dificil, €2,75/20! Mas estando eu num país diferente e tendo comprado um maço a €3,50 que em vez de 20 cigarros tinha 19, a que preço é que faria o cigarro? Ao de Portugal ou ao da Holanda? Com 19 ou 20 cigarrinhos?
II- Cabe na cabeça de alguém vender um cigarro a outra pessoa?
III- Estaria eu legalmente habilitado a fazer essa transacção?

"Sorry, I won't sell you a cigarrete", e o jovem começa a ficar assustado com a ideia de que me pode ter ofendido, "but I will gladly offer you one".

Muito mais simples foi o que me aconteceu sábado no bairro alto, como de costume, "Dá-me um cigarro sff!".

domingo, setembro 10, 2006

...

Estou a fazer horas no aeroporto de amesterdam. Ja vao em 5 e falta uma.
Nao ha mais nada para fazer. Viajar e muito bonito mas estas coisas que o turista tem de sofrer sao uma seca. Ainda por cima, este maldito computador nao tem acentos. Haaaa somos do norte da Europa, somos evoluidos, nao como voces, oh barbaros, mas acentos e til e mentira. Paciencia!
Foram umas grandes e merecidas ferias.
Resta-me ir ter com os compatriotas para embarcar no aviazito que nos leva de volta ao nosso portugal...
Ja sei que os Sr John James e Sra May James estao atrasados para o voo, que estao a atrasar os outros e que se nao se despacham tiram-lhes a bagagem do aviao...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Problem Solved




Lá consegui trocar a malfadada nota. Uma taxa de câmbio da treta mas já me livrei do pesadelo.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Câmbios e a fungibilidade do dinheiro

Neste momento não estou em Portugal e precisei de trocar dinheiro. Dirigi-me ao banco com a fama de ter a melhor taxa. Tra la la com dinheiro no bolso. Chego ao balcão, pergunto a taxa, é óptima, troque, se faz favor. Existe um problema, "the bill is very dirty, can not change!". "I'm sorry, what??". Trocam.se três das notas e fica uma por trocar. Irritou-me quando o gajo começa a dizer que é melhor ir a uma casa de câmbio. Não, vim a um banco porque quero troca-las num banco, se está suja a culpa não é minha, foi me dada assim. Conformo-me. Vem o dinheiro trocado e aí já me começo a passar um bocado. Uma das notas estava toda podre. "You're joking, right? You don't accept my bill because you thought it was dirty and you give me this???", responde o caixa: "I'm very sorry sir, please give me the one that is not right and i´ll exchange it for you".
Que palhaçada!
Esqueço este parvalhão e meto-me noutro banco. Para quê? Para a mesma treta. Desta vez não estava suja mas tinha uma marca e não dava para trocar. Faço um 180º e esqueço.
Última tentativa para a maldita nota de 100 euritos. Bah, tem uma marca bla bla bla.
A mulher põe-se com explicações ridiculas que se trata de uma nota que não é a moeda oficial do país e que depois ela não a consegue vender. Neste instante, começam os ecos dos professores de Direito... Os bens fungíveis, o bem mais fungível de todos é o dinheiro. Balelas!!!
Ainda não troquei a nota, vai ter de ser nos tais cambistas (chupistas)...
Fiquei sem perceber se a culpa é minha por não ter prestado atenção quando me deram a nota, se foi da caixa em Portugal que me deu a nota assim ou se é da mente fechada destes gajos.
Enfim, nunca me quis livrar tanto de 100 euros como agora...

sábado, agosto 26, 2006

Ferias III



Faltam as ondas mas há peixinhos de aquário muito giros!!!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Ferias parte II



Bom, as férias continuam.
Pit Stop em Lisboa. Máquina a lavar, ver amigos, saudar os bares que heroicamente abrem as portas num Bairro Alto quase descaracterizado, carregar baterias (literalmente) e arrumar a próxima mala de viagem.
Lisboa está com pessoas. Há uns anos atrás Lisboa em Agosto era um pequeno paraíso. Sem trânsito, com lugares para estacionar, sem pessoas nos bares e cafés. Bonita!!
Não sei se é pela crise ou por qualquer outra razão, vêem-se pessoas nos restaurantes que resistem às férias. Umas morenas pelo Sol da nossa costa outras brancas a suspirar pela férias. É a rotatitividade das férias.
Deixo algumas imagens de dois pontos que marcaram as minhas férias até agora.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Ferias

Fui para o sudoeste faz hoje uma semana. Neste momento sou uma pessoa diferente. Estou lavado, o meu cabelo não tem pó e estou descansado... sem musica ao vivo mas descansado.
Estou a sacar net de um hotel perto de um sitio onde estou de férias. Boa praia, boa piscina e boa companhia!
O sudoeste foi muito bom mas este ano pareceu-me muito cansativo, quase dificil. Não sei se é da idade se foi do excelente sitio onde pusemos a tenda que de tão plano que era não consegui dormir nada.
Boas bandas, boas descobertas, brazilian girls, novo album de loto, entre outros. Prodigy e Daft Punk no auge.
Tivemos direito a marisco em cima do mar, praia quase só para nós, uns crepes com sumo de melão.
Estive sempre acompanhado pela minha "anjo da guarda" que me ajudou em muito.
Agora, um pequeno grupo de resistentes descansa. Sangria do Anão, boa pasta alla melo e miguel, hamburgueres antes de ir para a praia e sempre os iPods a revezarem-se à desgarrada.
Este Verão ainda pede muito portanto os post irão suceder-se ao ritmo da net sacada de hoteis e outros locais!

quinta-feira, julho 27, 2006

Momento bastante geek

Já toda a gente ouviu falar em iPods. Leitor de Mp3 (não há duas sem três) da Apple, muito bonitinho, etc.
A Apple revolucionou o mundo da música digital com este leitor e a possibilidade de comprar música online a preços mais acessiveis.

Tudo certo até aqui.

Porém, a iTunes Musicstore (iTMS) está dividida por países. Tenho ideia de que é por razões fiscais. E, assim sendo, uma pessoa que esteja registada com uma morada portuguesa e com um cartão de crédito português só pode comprar música na iTMS portuguesa.
E aqui é que as coisas começam a descambar.

Óbvio que a oferta está muito mais limitada do que nos outros países. Andei à procura de um album dos Radici nel cemento, banda de reggae de Roma e não encontrei. Fui à loja italiana e lá estava a colecção toda a olhar para mim. E como este, existem tantos outros exemplos.

A própria ideia da net não é proporcionar o acesso a informação além fronteiras??

E agora a verdadeira geekice:

Se só podemos fazer o download da música constante na iTMS portuguesa, por que raio é que os downloads são internacionais??

Apesar destas limitações, só queria dizer que a ideia da iMTS é fantástica e tudo tem funcionado perfeitamente. Já comprei alguns albuns e funcionou tudo às mil maravilhas!

terça-feira, julho 18, 2006

Anima a Alma!


Domingo passado fui ao concerto de Sigur Rós cujo bilhete foi-me oferecido por um grande amigo como prenda de anos.
Pavilhão Atlântico, estranha sala para uma banda cujo som é maioritariamente melancólico, calmo... Apesar de continuar vazio, fizeram bem em colocar o palco a mais de metade da sala.
Antes de o concerto começar, apagaram-se as luzes para depois se desvendar um palco com uma mesa adornada com uma toalha branca (quase napron, bem kitsch) e vários instrumentos que só se desvendavam os contornos. Ao palco subiram quatro senhoras, cada uma vestida de uma só côr (comecei a imaginar os Power Rangers a tocar música). Puseram-se duas em frente à mesa a mexericar em sintetizadores e xilofones, estavam a preparar a refeição. As cores intercalavam na mesa, ora vinha a de vermelho ora vinha a de branco ora a de amarelo ou a de verde.
O excelente repasto foi composto por quatro ou cinco pratos, todos coloridos. Ouviam-se sinos, xilofones, bateria, violinos e saxofones. Às vezes, eram caixas de música!
Perguntou-se de que album eram estas músicas dos Sigur Ros. Respondeu-se que não eram os Sigur Ros mas sim os Tiki tiki pop pop.

Chamavam-se Amina, são islandesas e têm um excelente EP.


P.S. Os Sigur Rós não tocaram a Staralfur não merecem referência apesar de o concerto ter sido muito bom.

sábado, julho 15, 2006

Pequeno atrofio

Por que razão um cidadão da Nova Zelândia é chamado de Neo-zelandês e alguèm de Nova Iorque não é Neo-iorquino?
Se calhar é pela dificuldade de dicção causada pela palavra neo-iorquino. Neo-iorquino, neo-iorquino, neo-iorquino. A lingua enrola.

Pequeno atrofio antes de me dirigir à faculdade de Direito de Lisboa fazer um exame de Deontologia (v. post "O Colega").

segunda-feira, julho 10, 2006

Viagens Avulsas

Por falta de tempo, disponibilidade e criatividade tenho deixado de vir ao blog deixar as minhas viagens. Não é que tenham deixado de existir...para o bem ou para o mal.

Há umas semanas fui ao Porto, festejar o São João. Tudo começou com uma viagem mental o ano passado. O Santo António tinha acabado e alguém disse "e que tal irmos ao Porto festejar o São João?". A ideia caiu no momento certo. "Epá, 'bora". O que mais temíamos tornou-se verdade...o São João era tão bom ou melhor que o Santo António. Havia sardinhas, cerveja e mais, martelos com toda a legitimidade para chatear as outras pessoas.

Este ano, a mesma pessoa que lançou a ideia disse "E como é que o São João?". Claro que a resposta foi a mesma "Epá 'bora."

Decidi inovar e meti-me sózinho num comboio Oriente-Campanhã. Achei que podia aproveitar o tempo para estudar durante a viagem e enquanto os meus amigos não chegavam, eu podia ir visitar uns amigos. Faltou-me um pormenor. O choque tecnológico ainda não tinha chegado aos comboios.

O comboio atrasou-se 2horas transformando a viagem pacífica de 2h num inferno de 4h. Estava tão absorto no livro de capa roxa que nem dei pelo tempo que ficamos parados na Estação de Fátima. Comecei a ficar preocupado quando comecei a ouvir pessoas a gritarem umas com as outras e ao berros ao telefone. "A CP deve pensar que somos carneiros...cambada de carneiros são eles todos!!!" Que coisa tão bonita para se dizer, pensei...

Ouviu-se uma voz "Caros passageiros, devido a uma avaria técnica na máquina somos obrigados a esperar pela assistência e prevê-se um atraso de uma hora". Claro que choveram mais asneiras. E mais ainda quando tivemos de esperar num apeadeiro qualquer para deixar passar um comboio Alfa Pensular que saiu da Estação do Oriente 1 hora depois.
"olha, o meu comboio 'tá parado, acho que não dá para nos encontrarmos".

Valeu-me um folheto que anunciava o reembolso do bilhete caso o comboio tivesse um atraso superior a 90m. Viagem paga, nada mau. Espero é que o cheque apareça...

A estadia foi boa e sem sobressaltos exceptuando o facto de o lisboeta não ter olhado para o destino do metro quando se estava a ir embora da noite e ir ter parado em Gaia quando queria ir para a Casa da Música.

Uma palavra de apreço a todos os portuenses pela arte de bem receber e pela simpatia com que tratam os visitantes.

segunda-feira, maio 08, 2006




Apesar de merecermos um primeiro lugar na liga, parece-me que o segundo foi alcançado com muito jogo nosso. Demonstramos ter um sentido muito forte de equipa e mostramos o que é o nosso lema, Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Nem sequer as falcatruas da arbitragem nos impediram de atingir um dos nosso objectivos.
O meu bem-haja para o Sporting, Paulo Bento, Moutinho, Liedson, Pinilla e Sá Pinto, vá e Ricardo também.

sexta-feira, maio 05, 2006

Nao quero, obrigado. Ja tenho...

Não sei por que razão mas de há uns anos a esta parte tenho sido frequentemente incomodado com abordagens referentes a droga.
Não sei se é por ser um gajo magro ou se tenho mesmo ar de drÓgado.
Há já uns aninhos que vou ao bairro beber uns copos, e não há noite nenhuma em que um mitralhoco ou um individuo de etnia cigana me aborda.
Normalmente é dito entredentes e muito baixo "Primo, chamon, Queres chamon?" ao que eu respondo, "epá, não obrigado!". Tambem, por vezes digo que ja tenho para n me chatearem mais.

Ontem foi a mesma treta: "Jovem, coca. Queres coca! Faço bons preços!"
Coca?? Bons preços??

Pensei, pronto, chegamos aos saldos!! O fim de ano já passou, aproximam-se os exames, enquanto não vem mais produto vende-se o que há a preços mais baratos!

o que tem mais piada é que não perguntam só se quero comprar. Tambem já apanhei umas pessoas a perguntarem se eu vendia.

Mau!! Já n basta o ar de carocho, agora também ar de traficante??!!

Mas os que querem comprar têm sempre um ar mais envergonhado.

A vez que achei mais curiosa, foi um Zé a perguntar como é que se ia para o Lux do bairro! "Epá apanhas o barco!!" "Haaa é q eu n sou de cá e tal", no meio da conversa larga a sua perguntinha " E coca?? Não tens coca?"
"Não, eu é mais jolas..."
"Sabes onde é que posso comprar?"

E pronto, de traficante passei a posto de informação turistica!

Lembro-me particularmente de outro episódio, ao pé do Largo do Carmo em que fomos abordados por um individuo sinistro que nos perguntou se queriamos comprar uma arma.

"Não, obrigado. Já temos!!"

terça-feira, abril 18, 2006

Me gusta reposar cercano del chaparro


O Ministro da Saúde decidiu encerrar três maternidades. Não o terá feito de ânimo leve concerteza, pois tal decisão não se toma do pé para a mão, nem quero de forma alguma insinuar isso. Se o fez, foi porque, sendo uma pessoa diligente, procurou todas as alternativas possiveis e apenas encontrou como solução o encerramento das referidas instituições de saúde.
Fechou, assim, a maternidade de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas.

Pois é, o que me preocupa é o fecho da maternidade de Elvas, a famosa dos contrabandistas. Preocupa-me na medida em que a maternidade mais próxima é a 12km e em Badajoz!! O "á vista" é tão-só uma figura de estilo.

E pergunta-se vale o ius sanguinis ou o ius soli? O pequeno Zé Cabaça, filho de Joaquim Cabaça e Maria Cabaça, ambos alentejanos de gema, que teve a (in)felicidade de nascer em Espanha será Espanhol ou Português?

Na verdade não é muito dificil, é português porque em Portugal vigora a regra do ius sanguinis na atribuição da cidadania. Logo sendo a sua filiação portuguesa o "piqueno" não tem de dizer que "le gusta el chaparro" e "maman tiengo hambre, quiero un pan!". Contudo, se em Espanha vigorasse o princípio do ius soli já podiamos ter um Cabaça ibérico.

Bom, isto não traz nada de novo mas apeteceu-me atrofiar com isto. No fundo, quero mostrar a minha indignação pelo facto de os portugueses terem de ir a Espanha para que os seus rebentos possam nascer.

Mais valia dizerem ao Afonso que não devia ter batido na mãe!

segunda-feira, abril 17, 2006

Mal encaradas

Hoje ao fazer uma chamada para um consultório médico apercebi-me de uma coisa.
Acho que existem determinadas profissões cujo pré-requisito é ser mal encarado e com falta de educação.
A grande maioria das empregadas de consultórios médicos que conheço estão sempre mal dispostas, atendem mal os telefonemas e falam mal às pessoas. Bom, na verdade não deve ser agradável estar rodeado de pessoas doentes mas as pessoas não podem ser tratadas deste modo, ainda para mais em consultórios privados.

Outra profissão que exige a má criação para que alguém seja contratado é ser hospedeira de bordo. Mas atenção, só da TAP porque podemos dar-nos ao luxo de ter hospedeiras mal-educadas quando temos a melhor companhia aérea do mundo.

Gostava de saber como é que estas pessoas foram parar aos respectivos empregos. Digo empregos porque concerteza que não encaram aquilo que fazem como uma profissão!
Penso que deve ter sido nos testes psicotécnicos logo desde o ensino secundário.
"Então diga lá, menina Antónia, no futuro vê-se a fazer que tipo de trabalhos?"
"Olhe, eu não tenho tempo para isto, tenho o Zé lá fora à minha espera...sei lá..qualquer coisa"
"Excelente, temos uma fantástica assistente de bordo em mãos, envie o curriculum para a TAP porque vão adorá-la!".

Sinceramente, tenho imensa pena que a pessoas não encarem o atendimento ao público como um privilégio mas sim como sendo uma "chatice ter de aturar outras pessoas".
Quando estou a pagar um serviço, quero ser bem atendido porque também estou a pagar para isso. Toda a gente tem maus dias, claro que sim, mas não podem ser 365 dias por ano e se o forem não devem transparecer para as outras pessoas.

Imagino como seria se no escritório no qual trabalho, as secretárias falassem ou tratassem mal os clientes.

Vivemos em comunidade, as pessoas devem tratar bem todas e quaisquer pessoas com as quais se relacionam. Para chatices, já bastam aquelas que não podemos controlar.

domingo, abril 16, 2006

O Tuga na Estrada

Nada melhor do que uma viagem para atiçar a imaginação e fazer-nos sentir inspirados.
Aproveitei o feriado e a época pascal para fazer uma pequena viagem ao Sul. Eu e tantos outros como mais tarde vim a reparar.

Já antes de sair de Lisboa, tinha algum material para o blog.

Porque é que as pessoas insistem em carregar os carros até ao ponto de substituirem os peluches que habitualmente residem nas chapeleiras dos carros por malas e casacos? Será necessária tanta coisa para um mísero fim de semana?

Mais, já alguém reparou que um carro cheio de pessoas é coisa de saloio? Se forem jovens, já não é bem assim...Road trip, pessoal a curtir, boa onda.
Basta ter lá no meio um cidadão senior para a coisa se tornar saloiada. Então se fôr um carro cheio de pessoas e com casacos a cobrir a chapeleira nem se fala.
Acho óptimo para o meio ambiente várias pessoas num carro, menos carros, menos poluição e ainda para mais se sentirem bem assim enlatados. Mas, é inegável o ar saloio. Provavelmente, é snob da minha parte estar a dizer isto mas foi uma coisa que me passou pela cabeça.

Já estrada fora, apercebi-me de um outro hábito que teimamos em ter e pelos vistos ao contrário de toda a Europa excepto o Reino Unido por razões óbvias.

Por que carga de água, só se anda na faixa da direita quando a esquerda está ocupada? Será por força do complexo de pequenez que tanto nos incomoda? "O meu carro...O meu carro anda tanto que até lhe faz mal estar na faixa da direita!", "Epá, estraga-me a média andar na faixa dos lentos",

É ridiculo, até porque na maior parte das vezes, devido ao tal complexo, anda-se mais rápido na faixa da direita do que na esquerda. E o mais engraçado é que isto não é exclusivo da auto-estrada. Por inúmeras vezes ando mais rápido na faixa da direita da Av. de Berna do que na esquerda.

Nem vou referir as tangentes que vi, os choques que vi serem evitados, o excesso de velocidade, os constantes saltos de uma faixa para outra (sempre sem pisca, claro!!) e demais atrocidades que são feitas nas nossas estradas.

Espero que as mentalidades mudem!

quarta-feira, abril 12, 2006

Eres un burro Mr. Danger

Provavelmente é um bocado extemporâneo mas não podia deixar de fazer referência às fantásticas afirmações do Presidente da Venezuela, Señor Hugo Chavez.

Foi de um palanque, com meia dúzia de cabeças de gado por trás, por altura de eleições naquele país, que o destemido Hugo Chavez se dirigiu ao pueblo venzuelano e ao mundo em geral.

"Eres un burro Mr. Danger!!"

Quem era o Mr. Danger, pensei eu na altura! Na frase subsequente percebi finalmente o destinatário da fúria de Chavez.

"Dejame decir-lo, para que lo entiendas mas bien, en mal ingles, in bad english, you are a Donkey Mr. Danger"

Pois é, dirigia-se tão só ao Presidente dos E.U.A.

E continua,

"Eres un cobarde, asesino, genocida, (e repete, genocida), borracho, enfermo, eres una persona enferma psicologicamente"

Pensei, eh la, ainda há alguém que fale assim? Que tenha coragem de se dirigir a um outro chefe de Estado sem um mínimo de respeito? Respeito pela pessoa e pela Diplomacia Internacional.

Não quero defender o Sr. George W. Bush, até porque ao fazê-lo teria de me cansar muito e acho que o Sr. não me merece esse esforço. Defendo sim, a instituição que é o Presidente de um Estado. Para que possamos viver num Mundo sem conflitos há que respeitar cada Estado e os respectivos titulares do poder político.

Podemos não gostar da pessoa X, Y ou Z mas a partir do momento em que essa pessoa representa um Estado há que respeita-lo pois, caso contrário, estamos a desrespeitar também aquele País.

Também li que o Wall Street Journal classificou Chavez como o homem responsável por tornar a Venezuela a maior dor de cabeça de Washington na América Latina, a seguir a Cuba.

Quem não viu pode acompanhar aqui

sexta-feira, abril 07, 2006

Assenta-te ai nessa cadeira


Por vezes tenho pena de não ser licenciado em Português, Linguística ou Literatura Portuguesa.

Gostava de perceber melhor o significado de algumas palavras, entre outras coisas. O que me tem preocupado desde há uns diazitos a esta parte, é o prefixo "a-" junto de alguns verbos.

Estranho!! Conheço o verbo e o que quer dizer mas aquele prefixo cria um desequilíbrio na balança do saber.

Passo a dar exemplos e tentar usa-los numa frase:


Assentar- "Não estejas de pé, assenta-te ali naquela cadeira"

Alevantar- "Quando puderes alevanta o som do rádio (da telefonia ficava melhor) pois não ouço
nada"

ou então também já ouvi noutro sentido, ainda que não tenha percebido
"Alevanta-te porque temos de ir embora"

Amandar- "O jogador amandou um pontapé e o guarda-redes não teve hipóteses nenhumas"

ou ainda, associado ao choque tecnológico
"Ò Sócrates, não recebeste o email que te amandei no outro dia?"

Amostra- Esta existe, dir-me-ia o atento leitor. Está enganado, ora espante-se:
"Esse é o novo cd da Tonicha?? Amostra-me!!"

Se alguém me puder elucidar sobre este assunto, estou perfeitamente receptivo a qualquer explicação, pois eu não as encontro.

Vou ter de me ir embora porque ainda não estou completamente Arranjado.

quinta-feira, abril 06, 2006

O Colega


Na profissão que escolhi para ser a minha, é frequente ouvir profissionais apelidarem outros de colegas.

Até confesso que possa dar um certo jeito mas irrita. Tentem passar 2 horas a ouvirem só falar de colegas. "Se o colega não entregar isto, podem reagir através de um requerimento y", "Têm de comunicar sempre ao colega se quiserem fazer x", ou então a minha preferida "imagine o colega que a colega não lhe comunicou que ia fazer um requerimento. Como o é que o colega deve fazer?"

Huh? Mas, 'pere lá, tá a falar com quem e sobre quem???

Ca estupidez esta de tratar toda a gente por colega.

O mais gritante era na faculdade quando os alunos da noite se dirigiam nas RGA's a alguém: "Exactamente como a colega disse, acho que devemos manifestarmo-nos em prol de todos os colegas da faculdade", ou ainda, "ahhh, se o colega não se importar pode tirar uma fotocópia também para mim...?"

É óbvio que a palavra existe e deve ser utilizada num determinado contexto. Dir-me-iam, "claro, se pertencem à mesma profissão são colegas". é verdade, mas continua a irritar.

Acho que deve ser utilizada num contexto académico. Não sei exactamente qual a raíz etimológica da palavra mas deve vir de Colégio pelo que não faz sentido se eu for chamado de colega por alguém que nunca me viu na vida.

Tenho amigos com quem partilhei o meu percurso universitário e que não me chateia em nada que me chamem aquela palavra, até porque na maior parte das vezes é num sentido jocoso.

Cada vez que alguém chama outro de colega, recordo-me das sábias palavras de um Ilustre Advogado mais velho que dizia:

"Colega?? Epá, colegas são as...."





P.S. Espero que tenha usado a palavra colega vezes suficientes para compreenderem a minha dor.

terça-feira, abril 04, 2006

Cafes


Adoro café e cafés! Gosto do sabor de cada gota de café. Muito açúcar e pouca água.

Não sei porquê mas muitas vezes sinto a necessidade de ser conhecido nos cafés que frequento. Não sei se é o espírito de tasca entranhado na minha pessoa ou qualquer reminiscência do Cheers.

Ao entrar num café gosto que me reconheçam e que saibam o que quero beber.

Sinto-me bem em tratar o Sr. Mário pelo nome, pedir aquele copo de água à D. Lena ou a cerveja à D. Idalina.

Pode ser a segurança dada ao chegar sózinho a um qualquer café e me perguntarem se está tudo bem ou se quero o do costume.

Sinto-me bem com isso!

Claro está que não é de um dia para outro que isto sucede. Como em qualquer relação, há que moldá-la e trabalhá-la. Para isso, ao longo dos anos fui apurando os meus truques. O primeiro de todos é ser simpático e cordial com toda a gente. Este é o essencial para qualquer relação humana. Existem, porém, outros mais específicos.
Ajuda, por exemplo, se aparecermos sempre à mesma hora. E, se pedirmos mais ou menos a mesma coisa, reverterá sempre a nosso favor.

Há uns dias apercebi-me que tinha conquistado mais um café quando me perguntaram se tinha aparecido mais cedo.

Pensei, "outro que já está!"

Acho que se torna necessário fazer uma pequena ressalva, não sou nem quero ser um coleccionador, se faço isto é porque me sinto bem naqueles estabelecimentos.

Um grande bem haja aos proprietários e empregados de café que me aturam.

segunda-feira, abril 03, 2006

Tirinhos!


Há uns dias fui desafiado por um amigo para ir jogar airsoft!

Esta modalidade desportiva consiste numa simulação à escala 1:1 de situações militares.War lovers!
Eu também pensei isso antes de experimentar. Na verdade, trata-se de um convívio entre pessoas de quase todas as idades e géneros.

Fiquei derreado. Não é nada fácil andar com uma arma de um lado para o outro, a subir e a descer vales, no meio de urtigas e tiros de todas as direcções.

Óbvio que levei com uma pequena praxe. Fui fuzilado pela equipa antes de começar o jogo. Ainda me doi e tenho marcas que o comprovam.

Ainda deu para dar uns tirinhos e matar um ou dois adversários.

Não apoio qualquer guerra que seja e não morro de amores por militares mas reconheço que foi divertido andar pelo mato de arma na mão a tentar cumprir os objectivos. Acho que pode ser visto de duas perspectivas. E uma delas é de que se trata de um jogo entre amigos e conhecidos a tentar evitar não ser atingido e tentar atingir ao máximo e no qual a adrenalina sobe bastante, é nesta que entendo o airsoft.

Durante a minha merecida sesta sonhei que continuava de arma na mão e enquanto adormecia vi mesmo bolinhas na minha direcção!

Puto, mais uma vez desculpa aquele tiro! LOL

sábado, abril 01, 2006

Bica


Fui passear neste fantástico Sábado de Abril!!
Comecei o dia com um óptimo Bacalhau com Natas pedido à última da hora num restaurante.
Deitei-me na relva do jardim da Torre de Bélem e fui para a minha zona preferida de Lisboa, Bairro Alto e Chiado, passando pela Bica. Foi aí que passei parte da minha infância e é aí que passo uma boa parte das minhas noites.
Descobri este recanto!
Um gelado de Limoncello no Chiado cobiçado por inúmeros transeuntes.
"Sorry, where did you get the ice-cream?", "Is it good?", perguntou um turista.

Avizinha-se uma boa noite de Sábado com amigos.

sexta-feira, março 31, 2006

Um grande concerto


Ontem fui convidado para assistir um concerto. Aceitei de muito bom grado. Dirigi-me à Aula Magna sem saber o que esperar.
Estava atrasado pelo que quando entrei não deu para ver a pinta dos espectadores. Mais tarde descobri que isso também não interessava para nada.
Sentei-me, abri os olhos (mais tarde fecha-los-ia) e prestei atenção.
Três pessoas em palco. Várias guitarras, um contrabaixo, uma bateria, uma voz e muita alma.
A música começou a chamar por mim. Cada vez mais para dentro!

No entanto, houve um ponto de viragem.

Saí da sala para ir à casa de banho e quando voltei, estava uma das pessoas em palco. Deu o melhor e mais espectacular solo que alguma vez assistira!!
Inacreditável!! A maneira como segurava a guitarra, tocava com uma mão enquanto a outra fazia batuques na parte superior. Como é que alguém toca com uma mão?? Não existe!!! Fiquei preso!
Os pés estavam atentos a dois pedais a controlar o feedback e a distorção!
Mai tarde soube que aquele solo, era uma música que começou a tocar enquanto aprendia a tocar guitarra e que ia acrescentando um bocadinho à medida que ia crescendo, Supus que como pessoa e como músico! Disse que quando tivesse 50 anos talvez a música tivesse uma hora.

Letras que faziam sentido sentada ao meu lado. Só fez sentido contigo, como tudo agora.

As músicas foram surgindo cada vez com mais intensidade. Lembro-me de uma que começou com um silêncio, um sussuro e uns tímidos acordes, acabando numa festa enorme com toda a gente a cantar e a aplaudir.

Foi tudo assim. Também comigo, primeiro sem conhecer, atenção presa, admiração total!

quinta-feira, março 30, 2006

Os novos policias sinaleiros

Ao deslocar-me hoje do CDL para casa deparei-me com uma situação que de há muito me tem vindo a irritar.
Ao pé da Av. Praia da Vitória estava um sujeito a tentar ordenar a paragem dos carros.
Estranho, pensei eu, este meia-leca não tem a braçadeira de polícia de trânsito e não está fardado. Não é sexta feira pelo que a noção de casual friday não se aplicará. Até porque não creio que esta invençãozeca yupi se aplique aos agentes de autoridade.
Então quem seria, onde terá arranjado este indivíduo a legitimidade para mandar os automobilistas parar a sua viatura e com que intuito?
Reparei que atrás desta pessoa estava uma viatura (sem pisca) com a luz de marcha-a-ré ligada que, muito habilidosamente e com o sinal verde para os outros carros, tentava sair de um lugar de estacionamento.

Espectáculo!

Aquele pequenote que me estava a mandar parar não era nada menos nada mais do que um arrumador!!

Este grupo de gente, tem vindo impunemente roubar dinheiro às pessoas que, através do medo de verem o seu precioso veículo (provavelmente nem pago estará) riscado, amolgado ou até assaltado continuam a dar-lhes a moedita. Moedita essa que por força da inflação, ou talvez do crescente medo e período de instabilidade, tem ficado cada vez mais gordinha. Senão veja-se, começou por ser os 100 paus, com o euro arredondou-se para 50 cêntimos de euro e agora já reclamam porque não é a almejada moeda de um euro.

Reclamam sim, meus caros amigos! Por várias vezes disseram-me "ó amigo, isto não dá p'a nada".

Mas está tudo doido??!?!?

Houve uma altura que em vez do meu dinheiro, trocava a tal compensação (não percebo a troco de quê visto que encontrar um lugar na rua não é assim tão complicado...claro...se estas personagens o conseguem fazer quem é que não consegue??) por um ou dois cigarritos mas até isso não os demove de sacar a moeda. Disse-me um destes cromos "epá, não quero cigarros, eu não fumo, dê-me uma moedinha sff!". "Azar, eu não tenho moedas". Bom, na verdade mais valia fumar um cigarro do que meter essa merda para as veias, mas enfim...

Houve um Presidente da Cãmara Municipal de Lisboa que se lembrou de renovar a extinta ideia dos parquímetros. A ideia, apesar de ter muita contestação popular, até foi pegando muito lentamente. E por pouco tempo, algumas avenidas e ruas de Lisboa, viram-se um pouco libertas desta espécie. A fabulosa criação EMEL de pouco ou nada serviu porque viu-se completamente entupida de processos pois muitos utilizadores recusavam-se no pagamento dos estacionamento e das supervenientes multas. Isto levou a que esta praga voltasse à carga e à pedinchice. Pior ainda, para além de darmos aos arrumadores também temos de dar ao parquímetro, caso contrário fica com ciúmes e cospe uma multa para o nosso pára-brisas.

Já um novo mandato municipal trouxera uma nova invenção, essa sim mais temerosa. A era do bloqueador! Esse pequeno pinchavelho amarelo que muito aterroriza os prevaricadores.

Todavia, também esta tentativa não acabou totalmente com os domadores de viaturas pois são mais inventivos do que nós julgamos.
Eles, meus caros, têm tudo estudado. Só aparecem quando os ridiculamente vestidos fiscalizadores da Emel terminam o seu turno à zona para a qual foram destacados.

Louva-se a tentativa da Câmara Municipal do Porto e o seu slogan "Não dê nenhuma moeda, nós damos por si". Não sei é até que ponto isto efectivamente funciona.

Não sei o que o futuro trará mas espero que passe pela adopção de uma medida realmente eficaz!

Talvez até contratar estes jovens para que aliando os dois esforços os condutores não se sintam defraudados.

E pergunta-se, "quem policia o polícia?"

terça-feira, março 28, 2006

O que e isto?

Toda a gente sabe o que é um blog. Aventuro-me assim neste mundo por ter algumas coisas para dizer.

Já o queria ter feito mas a falta de tempo e a facilidade em ir adiando, foram fazendo com que o deixasse para mais tarde.

Bom, não sei bem sobre o que é que este blog vai tratar. Basicamente de tretas que me forem passando pela cabeça e que me apeteça contar.

Fica, assim, este primeiro post até ter alguma coisa p dizer.