sexta-feira, março 31, 2006

Um grande concerto


Ontem fui convidado para assistir um concerto. Aceitei de muito bom grado. Dirigi-me à Aula Magna sem saber o que esperar.
Estava atrasado pelo que quando entrei não deu para ver a pinta dos espectadores. Mais tarde descobri que isso também não interessava para nada.
Sentei-me, abri os olhos (mais tarde fecha-los-ia) e prestei atenção.
Três pessoas em palco. Várias guitarras, um contrabaixo, uma bateria, uma voz e muita alma.
A música começou a chamar por mim. Cada vez mais para dentro!

No entanto, houve um ponto de viragem.

Saí da sala para ir à casa de banho e quando voltei, estava uma das pessoas em palco. Deu o melhor e mais espectacular solo que alguma vez assistira!!
Inacreditável!! A maneira como segurava a guitarra, tocava com uma mão enquanto a outra fazia batuques na parte superior. Como é que alguém toca com uma mão?? Não existe!!! Fiquei preso!
Os pés estavam atentos a dois pedais a controlar o feedback e a distorção!
Mai tarde soube que aquele solo, era uma música que começou a tocar enquanto aprendia a tocar guitarra e que ia acrescentando um bocadinho à medida que ia crescendo, Supus que como pessoa e como músico! Disse que quando tivesse 50 anos talvez a música tivesse uma hora.

Letras que faziam sentido sentada ao meu lado. Só fez sentido contigo, como tudo agora.

As músicas foram surgindo cada vez com mais intensidade. Lembro-me de uma que começou com um silêncio, um sussuro e uns tímidos acordes, acabando numa festa enorme com toda a gente a cantar e a aplaudir.

Foi tudo assim. Também comigo, primeiro sem conhecer, atenção presa, admiração total!

quinta-feira, março 30, 2006

Os novos policias sinaleiros

Ao deslocar-me hoje do CDL para casa deparei-me com uma situação que de há muito me tem vindo a irritar.
Ao pé da Av. Praia da Vitória estava um sujeito a tentar ordenar a paragem dos carros.
Estranho, pensei eu, este meia-leca não tem a braçadeira de polícia de trânsito e não está fardado. Não é sexta feira pelo que a noção de casual friday não se aplicará. Até porque não creio que esta invençãozeca yupi se aplique aos agentes de autoridade.
Então quem seria, onde terá arranjado este indivíduo a legitimidade para mandar os automobilistas parar a sua viatura e com que intuito?
Reparei que atrás desta pessoa estava uma viatura (sem pisca) com a luz de marcha-a-ré ligada que, muito habilidosamente e com o sinal verde para os outros carros, tentava sair de um lugar de estacionamento.

Espectáculo!

Aquele pequenote que me estava a mandar parar não era nada menos nada mais do que um arrumador!!

Este grupo de gente, tem vindo impunemente roubar dinheiro às pessoas que, através do medo de verem o seu precioso veículo (provavelmente nem pago estará) riscado, amolgado ou até assaltado continuam a dar-lhes a moedita. Moedita essa que por força da inflação, ou talvez do crescente medo e período de instabilidade, tem ficado cada vez mais gordinha. Senão veja-se, começou por ser os 100 paus, com o euro arredondou-se para 50 cêntimos de euro e agora já reclamam porque não é a almejada moeda de um euro.

Reclamam sim, meus caros amigos! Por várias vezes disseram-me "ó amigo, isto não dá p'a nada".

Mas está tudo doido??!?!?

Houve uma altura que em vez do meu dinheiro, trocava a tal compensação (não percebo a troco de quê visto que encontrar um lugar na rua não é assim tão complicado...claro...se estas personagens o conseguem fazer quem é que não consegue??) por um ou dois cigarritos mas até isso não os demove de sacar a moeda. Disse-me um destes cromos "epá, não quero cigarros, eu não fumo, dê-me uma moedinha sff!". "Azar, eu não tenho moedas". Bom, na verdade mais valia fumar um cigarro do que meter essa merda para as veias, mas enfim...

Houve um Presidente da Cãmara Municipal de Lisboa que se lembrou de renovar a extinta ideia dos parquímetros. A ideia, apesar de ter muita contestação popular, até foi pegando muito lentamente. E por pouco tempo, algumas avenidas e ruas de Lisboa, viram-se um pouco libertas desta espécie. A fabulosa criação EMEL de pouco ou nada serviu porque viu-se completamente entupida de processos pois muitos utilizadores recusavam-se no pagamento dos estacionamento e das supervenientes multas. Isto levou a que esta praga voltasse à carga e à pedinchice. Pior ainda, para além de darmos aos arrumadores também temos de dar ao parquímetro, caso contrário fica com ciúmes e cospe uma multa para o nosso pára-brisas.

Já um novo mandato municipal trouxera uma nova invenção, essa sim mais temerosa. A era do bloqueador! Esse pequeno pinchavelho amarelo que muito aterroriza os prevaricadores.

Todavia, também esta tentativa não acabou totalmente com os domadores de viaturas pois são mais inventivos do que nós julgamos.
Eles, meus caros, têm tudo estudado. Só aparecem quando os ridiculamente vestidos fiscalizadores da Emel terminam o seu turno à zona para a qual foram destacados.

Louva-se a tentativa da Câmara Municipal do Porto e o seu slogan "Não dê nenhuma moeda, nós damos por si". Não sei é até que ponto isto efectivamente funciona.

Não sei o que o futuro trará mas espero que passe pela adopção de uma medida realmente eficaz!

Talvez até contratar estes jovens para que aliando os dois esforços os condutores não se sintam defraudados.

E pergunta-se, "quem policia o polícia?"

terça-feira, março 28, 2006

O que e isto?

Toda a gente sabe o que é um blog. Aventuro-me assim neste mundo por ter algumas coisas para dizer.

Já o queria ter feito mas a falta de tempo e a facilidade em ir adiando, foram fazendo com que o deixasse para mais tarde.

Bom, não sei bem sobre o que é que este blog vai tratar. Basicamente de tretas que me forem passando pela cabeça e que me apeteça contar.

Fica, assim, este primeiro post até ter alguma coisa p dizer.