terça-feira, abril 18, 2006

Me gusta reposar cercano del chaparro


O Ministro da Saúde decidiu encerrar três maternidades. Não o terá feito de ânimo leve concerteza, pois tal decisão não se toma do pé para a mão, nem quero de forma alguma insinuar isso. Se o fez, foi porque, sendo uma pessoa diligente, procurou todas as alternativas possiveis e apenas encontrou como solução o encerramento das referidas instituições de saúde.
Fechou, assim, a maternidade de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas.

Pois é, o que me preocupa é o fecho da maternidade de Elvas, a famosa dos contrabandistas. Preocupa-me na medida em que a maternidade mais próxima é a 12km e em Badajoz!! O "á vista" é tão-só uma figura de estilo.

E pergunta-se vale o ius sanguinis ou o ius soli? O pequeno Zé Cabaça, filho de Joaquim Cabaça e Maria Cabaça, ambos alentejanos de gema, que teve a (in)felicidade de nascer em Espanha será Espanhol ou Português?

Na verdade não é muito dificil, é português porque em Portugal vigora a regra do ius sanguinis na atribuição da cidadania. Logo sendo a sua filiação portuguesa o "piqueno" não tem de dizer que "le gusta el chaparro" e "maman tiengo hambre, quiero un pan!". Contudo, se em Espanha vigorasse o princípio do ius soli já podiamos ter um Cabaça ibérico.

Bom, isto não traz nada de novo mas apeteceu-me atrofiar com isto. No fundo, quero mostrar a minha indignação pelo facto de os portugueses terem de ir a Espanha para que os seus rebentos possam nascer.

Mais valia dizerem ao Afonso que não devia ter batido na mãe!

segunda-feira, abril 17, 2006

Mal encaradas

Hoje ao fazer uma chamada para um consultório médico apercebi-me de uma coisa.
Acho que existem determinadas profissões cujo pré-requisito é ser mal encarado e com falta de educação.
A grande maioria das empregadas de consultórios médicos que conheço estão sempre mal dispostas, atendem mal os telefonemas e falam mal às pessoas. Bom, na verdade não deve ser agradável estar rodeado de pessoas doentes mas as pessoas não podem ser tratadas deste modo, ainda para mais em consultórios privados.

Outra profissão que exige a má criação para que alguém seja contratado é ser hospedeira de bordo. Mas atenção, só da TAP porque podemos dar-nos ao luxo de ter hospedeiras mal-educadas quando temos a melhor companhia aérea do mundo.

Gostava de saber como é que estas pessoas foram parar aos respectivos empregos. Digo empregos porque concerteza que não encaram aquilo que fazem como uma profissão!
Penso que deve ter sido nos testes psicotécnicos logo desde o ensino secundário.
"Então diga lá, menina Antónia, no futuro vê-se a fazer que tipo de trabalhos?"
"Olhe, eu não tenho tempo para isto, tenho o Zé lá fora à minha espera...sei lá..qualquer coisa"
"Excelente, temos uma fantástica assistente de bordo em mãos, envie o curriculum para a TAP porque vão adorá-la!".

Sinceramente, tenho imensa pena que a pessoas não encarem o atendimento ao público como um privilégio mas sim como sendo uma "chatice ter de aturar outras pessoas".
Quando estou a pagar um serviço, quero ser bem atendido porque também estou a pagar para isso. Toda a gente tem maus dias, claro que sim, mas não podem ser 365 dias por ano e se o forem não devem transparecer para as outras pessoas.

Imagino como seria se no escritório no qual trabalho, as secretárias falassem ou tratassem mal os clientes.

Vivemos em comunidade, as pessoas devem tratar bem todas e quaisquer pessoas com as quais se relacionam. Para chatices, já bastam aquelas que não podemos controlar.

domingo, abril 16, 2006

O Tuga na Estrada

Nada melhor do que uma viagem para atiçar a imaginação e fazer-nos sentir inspirados.
Aproveitei o feriado e a época pascal para fazer uma pequena viagem ao Sul. Eu e tantos outros como mais tarde vim a reparar.

Já antes de sair de Lisboa, tinha algum material para o blog.

Porque é que as pessoas insistem em carregar os carros até ao ponto de substituirem os peluches que habitualmente residem nas chapeleiras dos carros por malas e casacos? Será necessária tanta coisa para um mísero fim de semana?

Mais, já alguém reparou que um carro cheio de pessoas é coisa de saloio? Se forem jovens, já não é bem assim...Road trip, pessoal a curtir, boa onda.
Basta ter lá no meio um cidadão senior para a coisa se tornar saloiada. Então se fôr um carro cheio de pessoas e com casacos a cobrir a chapeleira nem se fala.
Acho óptimo para o meio ambiente várias pessoas num carro, menos carros, menos poluição e ainda para mais se sentirem bem assim enlatados. Mas, é inegável o ar saloio. Provavelmente, é snob da minha parte estar a dizer isto mas foi uma coisa que me passou pela cabeça.

Já estrada fora, apercebi-me de um outro hábito que teimamos em ter e pelos vistos ao contrário de toda a Europa excepto o Reino Unido por razões óbvias.

Por que carga de água, só se anda na faixa da direita quando a esquerda está ocupada? Será por força do complexo de pequenez que tanto nos incomoda? "O meu carro...O meu carro anda tanto que até lhe faz mal estar na faixa da direita!", "Epá, estraga-me a média andar na faixa dos lentos",

É ridiculo, até porque na maior parte das vezes, devido ao tal complexo, anda-se mais rápido na faixa da direita do que na esquerda. E o mais engraçado é que isto não é exclusivo da auto-estrada. Por inúmeras vezes ando mais rápido na faixa da direita da Av. de Berna do que na esquerda.

Nem vou referir as tangentes que vi, os choques que vi serem evitados, o excesso de velocidade, os constantes saltos de uma faixa para outra (sempre sem pisca, claro!!) e demais atrocidades que são feitas nas nossas estradas.

Espero que as mentalidades mudem!

quarta-feira, abril 12, 2006

Eres un burro Mr. Danger

Provavelmente é um bocado extemporâneo mas não podia deixar de fazer referência às fantásticas afirmações do Presidente da Venezuela, Señor Hugo Chavez.

Foi de um palanque, com meia dúzia de cabeças de gado por trás, por altura de eleições naquele país, que o destemido Hugo Chavez se dirigiu ao pueblo venzuelano e ao mundo em geral.

"Eres un burro Mr. Danger!!"

Quem era o Mr. Danger, pensei eu na altura! Na frase subsequente percebi finalmente o destinatário da fúria de Chavez.

"Dejame decir-lo, para que lo entiendas mas bien, en mal ingles, in bad english, you are a Donkey Mr. Danger"

Pois é, dirigia-se tão só ao Presidente dos E.U.A.

E continua,

"Eres un cobarde, asesino, genocida, (e repete, genocida), borracho, enfermo, eres una persona enferma psicologicamente"

Pensei, eh la, ainda há alguém que fale assim? Que tenha coragem de se dirigir a um outro chefe de Estado sem um mínimo de respeito? Respeito pela pessoa e pela Diplomacia Internacional.

Não quero defender o Sr. George W. Bush, até porque ao fazê-lo teria de me cansar muito e acho que o Sr. não me merece esse esforço. Defendo sim, a instituição que é o Presidente de um Estado. Para que possamos viver num Mundo sem conflitos há que respeitar cada Estado e os respectivos titulares do poder político.

Podemos não gostar da pessoa X, Y ou Z mas a partir do momento em que essa pessoa representa um Estado há que respeita-lo pois, caso contrário, estamos a desrespeitar também aquele País.

Também li que o Wall Street Journal classificou Chavez como o homem responsável por tornar a Venezuela a maior dor de cabeça de Washington na América Latina, a seguir a Cuba.

Quem não viu pode acompanhar aqui

sexta-feira, abril 07, 2006

Assenta-te ai nessa cadeira


Por vezes tenho pena de não ser licenciado em Português, Linguística ou Literatura Portuguesa.

Gostava de perceber melhor o significado de algumas palavras, entre outras coisas. O que me tem preocupado desde há uns diazitos a esta parte, é o prefixo "a-" junto de alguns verbos.

Estranho!! Conheço o verbo e o que quer dizer mas aquele prefixo cria um desequilíbrio na balança do saber.

Passo a dar exemplos e tentar usa-los numa frase:


Assentar- "Não estejas de pé, assenta-te ali naquela cadeira"

Alevantar- "Quando puderes alevanta o som do rádio (da telefonia ficava melhor) pois não ouço
nada"

ou então também já ouvi noutro sentido, ainda que não tenha percebido
"Alevanta-te porque temos de ir embora"

Amandar- "O jogador amandou um pontapé e o guarda-redes não teve hipóteses nenhumas"

ou ainda, associado ao choque tecnológico
"Ò Sócrates, não recebeste o email que te amandei no outro dia?"

Amostra- Esta existe, dir-me-ia o atento leitor. Está enganado, ora espante-se:
"Esse é o novo cd da Tonicha?? Amostra-me!!"

Se alguém me puder elucidar sobre este assunto, estou perfeitamente receptivo a qualquer explicação, pois eu não as encontro.

Vou ter de me ir embora porque ainda não estou completamente Arranjado.

quinta-feira, abril 06, 2006

O Colega


Na profissão que escolhi para ser a minha, é frequente ouvir profissionais apelidarem outros de colegas.

Até confesso que possa dar um certo jeito mas irrita. Tentem passar 2 horas a ouvirem só falar de colegas. "Se o colega não entregar isto, podem reagir através de um requerimento y", "Têm de comunicar sempre ao colega se quiserem fazer x", ou então a minha preferida "imagine o colega que a colega não lhe comunicou que ia fazer um requerimento. Como o é que o colega deve fazer?"

Huh? Mas, 'pere lá, tá a falar com quem e sobre quem???

Ca estupidez esta de tratar toda a gente por colega.

O mais gritante era na faculdade quando os alunos da noite se dirigiam nas RGA's a alguém: "Exactamente como a colega disse, acho que devemos manifestarmo-nos em prol de todos os colegas da faculdade", ou ainda, "ahhh, se o colega não se importar pode tirar uma fotocópia também para mim...?"

É óbvio que a palavra existe e deve ser utilizada num determinado contexto. Dir-me-iam, "claro, se pertencem à mesma profissão são colegas". é verdade, mas continua a irritar.

Acho que deve ser utilizada num contexto académico. Não sei exactamente qual a raíz etimológica da palavra mas deve vir de Colégio pelo que não faz sentido se eu for chamado de colega por alguém que nunca me viu na vida.

Tenho amigos com quem partilhei o meu percurso universitário e que não me chateia em nada que me chamem aquela palavra, até porque na maior parte das vezes é num sentido jocoso.

Cada vez que alguém chama outro de colega, recordo-me das sábias palavras de um Ilustre Advogado mais velho que dizia:

"Colega?? Epá, colegas são as...."





P.S. Espero que tenha usado a palavra colega vezes suficientes para compreenderem a minha dor.

terça-feira, abril 04, 2006

Cafes


Adoro café e cafés! Gosto do sabor de cada gota de café. Muito açúcar e pouca água.

Não sei porquê mas muitas vezes sinto a necessidade de ser conhecido nos cafés que frequento. Não sei se é o espírito de tasca entranhado na minha pessoa ou qualquer reminiscência do Cheers.

Ao entrar num café gosto que me reconheçam e que saibam o que quero beber.

Sinto-me bem em tratar o Sr. Mário pelo nome, pedir aquele copo de água à D. Lena ou a cerveja à D. Idalina.

Pode ser a segurança dada ao chegar sózinho a um qualquer café e me perguntarem se está tudo bem ou se quero o do costume.

Sinto-me bem com isso!

Claro está que não é de um dia para outro que isto sucede. Como em qualquer relação, há que moldá-la e trabalhá-la. Para isso, ao longo dos anos fui apurando os meus truques. O primeiro de todos é ser simpático e cordial com toda a gente. Este é o essencial para qualquer relação humana. Existem, porém, outros mais específicos.
Ajuda, por exemplo, se aparecermos sempre à mesma hora. E, se pedirmos mais ou menos a mesma coisa, reverterá sempre a nosso favor.

Há uns dias apercebi-me que tinha conquistado mais um café quando me perguntaram se tinha aparecido mais cedo.

Pensei, "outro que já está!"

Acho que se torna necessário fazer uma pequena ressalva, não sou nem quero ser um coleccionador, se faço isto é porque me sinto bem naqueles estabelecimentos.

Um grande bem haja aos proprietários e empregados de café que me aturam.

segunda-feira, abril 03, 2006

Tirinhos!


Há uns dias fui desafiado por um amigo para ir jogar airsoft!

Esta modalidade desportiva consiste numa simulação à escala 1:1 de situações militares.War lovers!
Eu também pensei isso antes de experimentar. Na verdade, trata-se de um convívio entre pessoas de quase todas as idades e géneros.

Fiquei derreado. Não é nada fácil andar com uma arma de um lado para o outro, a subir e a descer vales, no meio de urtigas e tiros de todas as direcções.

Óbvio que levei com uma pequena praxe. Fui fuzilado pela equipa antes de começar o jogo. Ainda me doi e tenho marcas que o comprovam.

Ainda deu para dar uns tirinhos e matar um ou dois adversários.

Não apoio qualquer guerra que seja e não morro de amores por militares mas reconheço que foi divertido andar pelo mato de arma na mão a tentar cumprir os objectivos. Acho que pode ser visto de duas perspectivas. E uma delas é de que se trata de um jogo entre amigos e conhecidos a tentar evitar não ser atingido e tentar atingir ao máximo e no qual a adrenalina sobe bastante, é nesta que entendo o airsoft.

Durante a minha merecida sesta sonhei que continuava de arma na mão e enquanto adormecia vi mesmo bolinhas na minha direcção!

Puto, mais uma vez desculpa aquele tiro! LOL

sábado, abril 01, 2006

Bica


Fui passear neste fantástico Sábado de Abril!!
Comecei o dia com um óptimo Bacalhau com Natas pedido à última da hora num restaurante.
Deitei-me na relva do jardim da Torre de Bélem e fui para a minha zona preferida de Lisboa, Bairro Alto e Chiado, passando pela Bica. Foi aí que passei parte da minha infância e é aí que passo uma boa parte das minhas noites.
Descobri este recanto!
Um gelado de Limoncello no Chiado cobiçado por inúmeros transeuntes.
"Sorry, where did you get the ice-cream?", "Is it good?", perguntou um turista.

Avizinha-se uma boa noite de Sábado com amigos.