quinta-feira, julho 27, 2006

Momento bastante geek

Já toda a gente ouviu falar em iPods. Leitor de Mp3 (não há duas sem três) da Apple, muito bonitinho, etc.
A Apple revolucionou o mundo da música digital com este leitor e a possibilidade de comprar música online a preços mais acessiveis.

Tudo certo até aqui.

Porém, a iTunes Musicstore (iTMS) está dividida por países. Tenho ideia de que é por razões fiscais. E, assim sendo, uma pessoa que esteja registada com uma morada portuguesa e com um cartão de crédito português só pode comprar música na iTMS portuguesa.
E aqui é que as coisas começam a descambar.

Óbvio que a oferta está muito mais limitada do que nos outros países. Andei à procura de um album dos Radici nel cemento, banda de reggae de Roma e não encontrei. Fui à loja italiana e lá estava a colecção toda a olhar para mim. E como este, existem tantos outros exemplos.

A própria ideia da net não é proporcionar o acesso a informação além fronteiras??

E agora a verdadeira geekice:

Se só podemos fazer o download da música constante na iTMS portuguesa, por que raio é que os downloads são internacionais??

Apesar destas limitações, só queria dizer que a ideia da iMTS é fantástica e tudo tem funcionado perfeitamente. Já comprei alguns albuns e funcionou tudo às mil maravilhas!

terça-feira, julho 18, 2006

Anima a Alma!


Domingo passado fui ao concerto de Sigur Rós cujo bilhete foi-me oferecido por um grande amigo como prenda de anos.
Pavilhão Atlântico, estranha sala para uma banda cujo som é maioritariamente melancólico, calmo... Apesar de continuar vazio, fizeram bem em colocar o palco a mais de metade da sala.
Antes de o concerto começar, apagaram-se as luzes para depois se desvendar um palco com uma mesa adornada com uma toalha branca (quase napron, bem kitsch) e vários instrumentos que só se desvendavam os contornos. Ao palco subiram quatro senhoras, cada uma vestida de uma só côr (comecei a imaginar os Power Rangers a tocar música). Puseram-se duas em frente à mesa a mexericar em sintetizadores e xilofones, estavam a preparar a refeição. As cores intercalavam na mesa, ora vinha a de vermelho ora vinha a de branco ora a de amarelo ou a de verde.
O excelente repasto foi composto por quatro ou cinco pratos, todos coloridos. Ouviam-se sinos, xilofones, bateria, violinos e saxofones. Às vezes, eram caixas de música!
Perguntou-se de que album eram estas músicas dos Sigur Ros. Respondeu-se que não eram os Sigur Ros mas sim os Tiki tiki pop pop.

Chamavam-se Amina, são islandesas e têm um excelente EP.


P.S. Os Sigur Rós não tocaram a Staralfur não merecem referência apesar de o concerto ter sido muito bom.

sábado, julho 15, 2006

Pequeno atrofio

Por que razão um cidadão da Nova Zelândia é chamado de Neo-zelandês e alguèm de Nova Iorque não é Neo-iorquino?
Se calhar é pela dificuldade de dicção causada pela palavra neo-iorquino. Neo-iorquino, neo-iorquino, neo-iorquino. A lingua enrola.

Pequeno atrofio antes de me dirigir à faculdade de Direito de Lisboa fazer um exame de Deontologia (v. post "O Colega").

segunda-feira, julho 10, 2006

Viagens Avulsas

Por falta de tempo, disponibilidade e criatividade tenho deixado de vir ao blog deixar as minhas viagens. Não é que tenham deixado de existir...para o bem ou para o mal.

Há umas semanas fui ao Porto, festejar o São João. Tudo começou com uma viagem mental o ano passado. O Santo António tinha acabado e alguém disse "e que tal irmos ao Porto festejar o São João?". A ideia caiu no momento certo. "Epá, 'bora". O que mais temíamos tornou-se verdade...o São João era tão bom ou melhor que o Santo António. Havia sardinhas, cerveja e mais, martelos com toda a legitimidade para chatear as outras pessoas.

Este ano, a mesma pessoa que lançou a ideia disse "E como é que o São João?". Claro que a resposta foi a mesma "Epá 'bora."

Decidi inovar e meti-me sózinho num comboio Oriente-Campanhã. Achei que podia aproveitar o tempo para estudar durante a viagem e enquanto os meus amigos não chegavam, eu podia ir visitar uns amigos. Faltou-me um pormenor. O choque tecnológico ainda não tinha chegado aos comboios.

O comboio atrasou-se 2horas transformando a viagem pacífica de 2h num inferno de 4h. Estava tão absorto no livro de capa roxa que nem dei pelo tempo que ficamos parados na Estação de Fátima. Comecei a ficar preocupado quando comecei a ouvir pessoas a gritarem umas com as outras e ao berros ao telefone. "A CP deve pensar que somos carneiros...cambada de carneiros são eles todos!!!" Que coisa tão bonita para se dizer, pensei...

Ouviu-se uma voz "Caros passageiros, devido a uma avaria técnica na máquina somos obrigados a esperar pela assistência e prevê-se um atraso de uma hora". Claro que choveram mais asneiras. E mais ainda quando tivemos de esperar num apeadeiro qualquer para deixar passar um comboio Alfa Pensular que saiu da Estação do Oriente 1 hora depois.
"olha, o meu comboio 'tá parado, acho que não dá para nos encontrarmos".

Valeu-me um folheto que anunciava o reembolso do bilhete caso o comboio tivesse um atraso superior a 90m. Viagem paga, nada mau. Espero é que o cheque apareça...

A estadia foi boa e sem sobressaltos exceptuando o facto de o lisboeta não ter olhado para o destino do metro quando se estava a ir embora da noite e ir ter parado em Gaia quando queria ir para a Casa da Música.

Uma palavra de apreço a todos os portuenses pela arte de bem receber e pela simpatia com que tratam os visitantes.