quinta-feira, setembro 28, 2006

Hasta qualquiera cosa siempre!


Fui ao cinema ver o Havana.
Começou logo bem com o susto de nos termos enganado na sala tal era a duração da apresentação de um filme.
Gostei do desempenho do Andy Garcia, do da Inés Sastre mas principalmente o do Bill Murray.
Já a personagem tem muito que se lhe digas mas o actor cada vez está melhor. Curioso como alguém que fazia papeis menores e sempre apalhaçados nas décadas de 80 e 90, se reconstroi e solidifica passados uns anos. Na verdade, não era sobre o Bill Murray que queria falar.
Há já algum tempo que tenho visto alguns filmes de terror, gore e muita série B ou Z. E nestes filmes, perdoam-se muitas coisas. Perdoa-se que os zombies pintados de azul no calor do deserto do Arizona tenham o seu disfarce a escorrer pela cara e corpo, mas perdoa-se também o aparecimento do microfone a meio da cena. Aliás, não é exclusivo destes filmes extremely low buget, também se vê e se perdoa nalguns filmes portugueses (que não deixam de ser low budget).
Dir-se-á que não deixam de ser pessoas a filmar e a segurar a cana do microfone e que as pessoas erram. É verdade. Mas depois das filmagens há a edição do filme, há pré-visionamentos, etc.
Não é por isso que o filme deixa de ser bom mas revela um descuido ou falta de preocupação com o trabalho final.
Faz lembrar a preguiça que algumas pessoas têm em rever o seu trabalho.

Gostei do filme, da música, da fotografia e do desempenho de alguns actores.


P.S. Isto tudo a propósito do microfone que, numa das cenas em casa de alguém, espreita e revela-se meio timidamente antes de ter levado um forte puxão por parte do operador.

terça-feira, setembro 19, 2006

Uma verdade incontornavel

Levado pela impossibilidade de cumprir o programa planeado para ontem à noite e juntando bastante interesse pelo tema, fui ao cinema ver o filme "Uma verdade inconveniente". Devo dizer que me chocaram uma série de aspectos.
A temática do filme e os problemas que levanta não são novos. Toda a gente sabe da existência do aquecimento global do nosso Planeta. Mas saberemos ou teremos consciência das consequências?
Ainda se ouvem pessoas que ingenuamente dizem "Este ano foi tão quente!!", "Não choveu nada o ano passado". Não é por acaso.
Na verdade, não me vou alongar muito neste assunto porque de cientista não tenho nada. Só queria deixar o meu apelo a quem lesse isto que fosse ver o filme ou, pelo menos, que fosse ao site www.climatecrisis.com

segunda-feira, setembro 18, 2006

Extrema boa educaçao

Qual é a onda do pessoal do norte da Europa que, em vez de cravar cigarros, pergunta se nos pode comprar um cigarro??
Esta situação aconteceu-me recentemente enquanto estava no aeroporto de Amsterdão (v. post anterior) mas já me tinha acontecido na faculdade quando uma estudante erasmus me fez a mesmíssima pergunta.
I- Não faço a mínima ideia quando custará um cigarro. Teria de fazer as contas e nunca me dei a esse trabalho. Não é dificil, €2,75/20! Mas estando eu num país diferente e tendo comprado um maço a €3,50 que em vez de 20 cigarros tinha 19, a que preço é que faria o cigarro? Ao de Portugal ou ao da Holanda? Com 19 ou 20 cigarrinhos?
II- Cabe na cabeça de alguém vender um cigarro a outra pessoa?
III- Estaria eu legalmente habilitado a fazer essa transacção?

"Sorry, I won't sell you a cigarrete", e o jovem começa a ficar assustado com a ideia de que me pode ter ofendido, "but I will gladly offer you one".

Muito mais simples foi o que me aconteceu sábado no bairro alto, como de costume, "Dá-me um cigarro sff!".

domingo, setembro 10, 2006

...

Estou a fazer horas no aeroporto de amesterdam. Ja vao em 5 e falta uma.
Nao ha mais nada para fazer. Viajar e muito bonito mas estas coisas que o turista tem de sofrer sao uma seca. Ainda por cima, este maldito computador nao tem acentos. Haaaa somos do norte da Europa, somos evoluidos, nao como voces, oh barbaros, mas acentos e til e mentira. Paciencia!
Foram umas grandes e merecidas ferias.
Resta-me ir ter com os compatriotas para embarcar no aviazito que nos leva de volta ao nosso portugal...
Ja sei que os Sr John James e Sra May James estao atrasados para o voo, que estao a atrasar os outros e que se nao se despacham tiram-lhes a bagagem do aviao...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Problem Solved




Lá consegui trocar a malfadada nota. Uma taxa de câmbio da treta mas já me livrei do pesadelo.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Câmbios e a fungibilidade do dinheiro

Neste momento não estou em Portugal e precisei de trocar dinheiro. Dirigi-me ao banco com a fama de ter a melhor taxa. Tra la la com dinheiro no bolso. Chego ao balcão, pergunto a taxa, é óptima, troque, se faz favor. Existe um problema, "the bill is very dirty, can not change!". "I'm sorry, what??". Trocam.se três das notas e fica uma por trocar. Irritou-me quando o gajo começa a dizer que é melhor ir a uma casa de câmbio. Não, vim a um banco porque quero troca-las num banco, se está suja a culpa não é minha, foi me dada assim. Conformo-me. Vem o dinheiro trocado e aí já me começo a passar um bocado. Uma das notas estava toda podre. "You're joking, right? You don't accept my bill because you thought it was dirty and you give me this???", responde o caixa: "I'm very sorry sir, please give me the one that is not right and i´ll exchange it for you".
Que palhaçada!
Esqueço este parvalhão e meto-me noutro banco. Para quê? Para a mesma treta. Desta vez não estava suja mas tinha uma marca e não dava para trocar. Faço um 180º e esqueço.
Última tentativa para a maldita nota de 100 euritos. Bah, tem uma marca bla bla bla.
A mulher põe-se com explicações ridiculas que se trata de uma nota que não é a moeda oficial do país e que depois ela não a consegue vender. Neste instante, começam os ecos dos professores de Direito... Os bens fungíveis, o bem mais fungível de todos é o dinheiro. Balelas!!!
Ainda não troquei a nota, vai ter de ser nos tais cambistas (chupistas)...
Fiquei sem perceber se a culpa é minha por não ter prestado atenção quando me deram a nota, se foi da caixa em Portugal que me deu a nota assim ou se é da mente fechada destes gajos.
Enfim, nunca me quis livrar tanto de 100 euros como agora...