segunda-feira, setembro 07, 2009

Deixa-me entrar

Há uns meses vi um excelente filme chamado Låt den rätte komma in (Deixa-me entrar). Fiquei absolutamente fascinado não só pela história mas sobretudo pelos pormenores de realização.

Não vou fazer quaisquer comentários de fundo porque seria, no mínimo, redutor mas gostaria de salientar apenas a predominância paradoxal cromática do vermelho e do branco.

Quando saí da sala, um dos comentários que ouvi foi a comparação com o Twilight. Nunca tendo ouvido falar do filme, muito menos dos livros, fiz uma breve pesquisa com a inerente visualização. A comparação só se revela possível na medida em que ambos tocam no mesmo tema e ambos se baseiam num romance.

Låt den rätte komma in é um filme cru, frio e com muita energia, não tem uma banda sonora que agrade a qualquer pessoa, é em sueco e os efeitos especiais não são nem demais nem forçados.

A história (de amor) não é gratuita, há sofrimento, nasce torta e é torcida para resultar. Dor é algo que não deve faltar num filme deste género. Ela sofre por não ser como ele, por precisar de algo que não consegue obter sem ser à custa de outro sofrimento, por não pertencer ao mesmo mundo que ele, por não ter ninguém... Ao invés o sofrimento dele é marcado por não ser aceite pelos seus pares, por ser alvo de chacota, pela impotência em ajudá-la, por não a perceber totalmente. Há uma solidão partilhada por ambos...

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